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Secretaria Regional da Agricultura e Florestas
Direção Regional dos Recursos Florestais
 



Metodologia

 

Os trabalhos de Inventário Florestal dividem-se usualmente em duas fases distintas. A primeira fase visa a obtenção de informação gráfica (cartográfica) e numérica sobre a ocupação do solo. Ao nível florestal pretende-se a elaboração de um modelo de estratificação das manchas, ou seja, obter as áreas relativas às diferentes espécies florestais e a sua distribuição por povoamentos, tendo em conta a composição e o estado de desenvolvimento. Na segunda fase integram-se os trabalhos de amostragem de povoamentos, que têm como objetivo a determinação das principais variáveis dendrométricas dos povoamentos, permitindo a quantificação das existências em material lenhoso e a avaliação da capacidade produtiva dos povoamentos.
Para elaboração da cartografia foi definido um modelo de estratificação dos povoamentos, constituindo a legenda da “Carta Florestal”.
A carta florestal foi elaborada através da delimitação dos povoamentos no campo sobre fotografia aérea. O recurso ao GPS foi também fundamental em áreas onde se verificou um desfasamento entre a informação contida na fotografia e a situação real verificada no campo, dado as fotografias utilizadas se considerarem desatualizadas para o fim em questão. A carta militar 1:25 000 foi outro dos suportes utilizados como auxiliar da fotografia aérea. Em gabinete, e já em ambiente SIG, procedeu-se à vectorização das manchas identificadas no campo sobre ortofotomapas.
Relativamente à amostragem de povoamentos, foram apenas medidos os estratos com mais interesse do ponto de vista da produção de material lenhoso, tendo-se instalado 141 parcelas distribuídas por várias ilhas.
Estas parcelas têm 200 m2 e são circulares, tendo sido marcadas com recurso ao medidor de distâncias do “Vertex”. Nestas parcelas realizou-se uma caracterização sumária da estação, procedendo-se à medição do diâmetro de todas as árvores. As árvores amostra foram selecionadas pelo método de “Draut”, tendo-se medido nestas a altura total, a altura da base da copa, o diâmetro basal, a idade, o acréscimo em raio nos últimos 5 anos e a espessura da casca. No caso do eucalipto não se procedeu à determinação da idade por tal ser impossível através de verrumada.
Posteriormente incorporou-se toda esta informação no Software de SIG tendo-se delineado uma base de dados para armazenamento dos dados. Desta forma, cada povoamento tem associada informação relativa à sua área e composição. Através das parcelas amostradas, infere-se ainda para cada mancha o valor das diversas variáveis dendrométricas, o que permite em termos globais uma avaliação das existências em material lenhoso.
A incorporação num SIG dos dados recolhidos no inventário florestal permite a realização de variadas consultas (gráficas e numéricas), bem como o cruzamento de vários níveis de informação. Trata-se portanto de uma ferramenta essencial não só no âmbito da caracterização do espaço e das existências, mas constitui também o ponto de partida ao nível do ordenamento e planeamento florestal.