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Secretaria Regional da Agricultura e Florestas
Direção Regional dos Recursos Florestais
 



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Ação 3

Revitalização dos ecossistemas florestais autóctones

 

Nos Açores a floresta autóctone já foi extremamente abundante e diversificada, com madeira de muito boa qualidade, cingindo-se atualmente aos sítios mais recônditos e inacessíveis.

Tende por base este cenário e atendendo a que o uso de espécies florestais autóctones poderá ser estratégico visando a diversificação da base produtiva da floresta local, iniciou-se, no âmbito do Programa de Melhoramento Florestal dos Açores, esta linha de ação destinada à revitalização daquelas espécies e seus habitats.

O uso de algumas destas espécies, ambientalmente sustentado, associado à elevada qualidade e valorização do seu material lenhoso, fazem com possam ser nucleares na definição de algumas políticas para o sector florestal regional, até porque a sua utilização permite conciliar aspetos económicos com a preservação e conservação dos recursos naturais.

Para garantir tal pretensão é necessário “domesticar” as espécies, isto é, definir a silvicultura que melhor expresse, de uma forma sustentada, o seu potencial florestal.
 
Definiu-se como espécies prioritárias para avançar numa primeira fase a Juniperus brevifolia e a Picconia azorica. A primeira por ser a espécie mais emblemática da floresta endémica dos Açores e provavelmente a mais plástica em termos de condições edafoclimáticas, e a segunda pela sua rusticidade e pela qualidade da sua madeira.
 
No entanto, devido à escassez de informação disponível sobre estas espécies, foi necessário numa primeira fase o trabalho estudar do efeito de diferentes tratamentos pré-germinativos, com o objetivo de melhorar significativamente a capacidade germinativa da semente e de homogeneizar os lotes de plantas produzidos.

A fase seguinte consistiu na instalação de uma rede de campos experimentais destinados ao estudo das técnicas culturais de instalação e condução das espécies, de forma a potenciar a sua utilização florestal, conciliando-se a rentabilidade com a conservação dos recursos genéticos, encarando-se esta floresta, por contraponto à floresta exclusivamente de produção, numa perspetiva multifuncional, capaz de produzir bens e, ao mesmo tempo, assegurar a conservação dos recursos.

Consolidada a fase de produção de plantas destas duas espécies e de muitas outras, que era um óbice à utilização das mesmas, a DRRF está neste momento a considerar a possibilidade de alargar os trabalhos de domesticação a outras espécies, capazes de disponibilizarem produtos muito interessantes, quer lenhosos como a Frangula azorica e Morella faya, ou de outra natureza, como são o caso dos mirtilos da Vaccinium cylindraceum.
 
Paralelamente com estes trabalhos, e fruto de muito trabalho desenvolvidos nos viveiros florestais locais, as espécies florestais autóctones são já uma realidade no panorama florestal regional, estando disponíveis para as ações de fomento florestal 

 

Relação de ensaios de silvicultura de espécies endémicas instalados
 

  

Programa de Melhoramento Florestal
da Região Autónoma dos Açores