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Secretaria Regional da Agricultura e Florestas
Direção Regional dos Recursos Florestais
 



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Controlo da Vegetação Espontânea
 
No controlo da vegetação espontânea recorre-se a um conjunto de técnicas e operações para eliminar a vegetação concorrente. Esta ação pode ser realizada previamente à instalação do povoamento, como trabalho preparatório, ou aquando da manutenção deste. Realizam-se operações manuais (p. ex. espadote, catana, foice), moto-manuais (motorroçadora e motosserra), mecânicas (corta-matos, grade) ou químicas (aplicação de herbicida, em situações extremas, de último recurso e quando esta é a única alternativa viável).
 
 
Controlo da vegetação infestante
 
Normalmente, após a instalação de um povoamento, é necessário proceder à limpeza/eliminação de plantas infestantes. Esta operação encarece muito a manutenção dos povoamentos, visto que emprega muita mão-de-obra e dependendo do grau de infestação, é realizada uma ou mais vezes por ano. A limpeza de infestantes é normalmente necessária nos primeiros cinco anos após a instalação do povoamento. Passado este período, esta operação poderá justificar-se, mas em menor número. 
 
Em todo o território Nacional, incluindo a Região Autónoma dos Açores, ao longo dos anos, temos vindo a verificar um aumento de espécies exóticas, muitas delas invasoras/infestantes. Estas espécies, quando instaladas, causam muitos impactos negativos de natureza económica, ambiental, social e cultural.
 
Devido ao aumento das espécies invasoras em todo o mundo, bem como aos impactos negativos causados por estas, os países começaram a dar mais importância a este problema.
 
Em 1999 é publicado, no nosso país, o Decreto-Lei nº 565/99, de 21 de dezembro, o qual regula a introdução na natureza de espécies não-indígenas (exóticas). Este Decreto-Lei lista as espécies exóticas introduzidas em Portugal, assinalando entre essas as que são consideradas invasoras e proíbe a introdução de novas espécies (com algumas exceções). Este decreto segue diretivas europeias que recomendam a adoção de medidas que limitem a introdução deliberada e previnam as introduções acidentais de novas espécies, bem como a tomada de medidas de controlo e erradicação de espécies invasoras já introduzidas. O decreto proíbe a detenção, a criação, o cultivo e a comercialização das espécies consideradas invasoras e de risco ecológico.
 
As invasoras são espécies com características específicas que de um modo geral apresentam um crescimento rápido e/ou uma grande capacidade de dispersão reproduzindo-se quer por via seminal quer vegetativamente, produzem muitas sementes que podem ser viáveis por longos períodos de tempo, competem de um modo mais eficaz pelos recursos disponíveis comparativamente com as espécies nativas e no local onde são invasoras não têm inimigos naturais. Estas características não estão obrigatoriamente todas presentes numa espécie invasora.