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Secretaria Regional da Agricultura e Florestas
Direção Regional dos Recursos Florestais
 



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Glossário

(Clique na palavra para saber a definição) 

 
​Abate Modo de tratamento
Acesso de Emergência Ocupação do solo
Agricultura Ordenamento florestal
Altura dominante Outros terrenos arborizado e Matos
Área de proteção Parcela
Área de solos sensíveis Plano de Gestão Florestal
Áreas Florestais Sensíveis Plano simplificado de corte e rearborização
Árvore Ponto de água
Biodiversidade Povoamento florestal
Carregadouro Povoamento florestal misto
Composição de um povoamento Povoamento florestal puro
​Corte Pré-abate
​DAP (Diâmetro à altura do peito) Produção sustentável
Densidade do povoamento Proprietários ou outros produtores florestais
Descasque Rechega
Desrama Reconversão Florestal
Espaços Agroflorestais Rede divisional
​Espaços florestais Rede viária
​Estação Regime cultural
​Estrutura do povoamento Regime de alto fuste
​Existência Resinosas
Exploração florestal Rotação
Exploração ou Unidade de Gestao Florestal/Agroflorestal Secção
Fases de desenvolvimento Servidão administrativa
​Floresta Sub-região florestal homogénea
​Folhosas Talhadia
Gestão florestal ativa Talhão
Gestão única Toragem e Empilhamento
​Grau de coberto Trilhos
​Improdutivos Unidade de exploração
​Incultos Unidade de gestão
​Linha de água Unidade Operacional de Gestão
​Locais de valor cultural Zonas húmidas
​Matos
  
 
Abate: parte da operação onde a árvore é fixa, cortada próximo ao solo e tombada pela cabeça processadora.
 
Acesso de Emergência: caminho em propriedade florestal necessário para possibilitar a resposta a uma emergência. 
 
Agricultura: Classe de uso do solo que abrange os terrenos dedicados à produção agrícola. Na classe agricultura estão incluídas as terras aráveis, culturas hortícolas e arvenses, pomares de fruto, prados ou pastagens artificiais, que ocupam uma área superior ou igual a 0,5 ha e largura não inferior a 20 metros.
 
Altura dominante: Considera-se a altura dominante a altura média das cem árvores com maior DAP, designadas por árvores dominantes, por ha (unidades: m).
 
Área de proteção: área mantida no estado natural ou sujeita a gestão específica com o objectivo de conservar ou fomentar valores paisagísticos e/ou ecológicos; normalmente é especificada num mapa.
 
Área de solos sensíveis: área que devido à natureza do solo e subsolo, declive e dimensão da encosta e a outros factores, tais como o coberto vegetal e práticas culturais, está sujeita à perda de solo, deslizamentos ou quebra de blocos, compactação ou degradação físico-química do solo.
 
Áreas Florestais Sensíveis: Áreas que, do ponto de vista da incidência da flora invasora e de pragas e doenças, da sensibilidade à erosão e da importância ecológica, social e cultural, impõem normas e medidas especiais de planeamento e intervenção, podendo assumir designações diversas consoante a natureza da situação a que se referem.
 
Árvore: Planta perene lenhosa com um tronco principal, ou em caso de talhadias com diversas varas, com uma copa sensivelmente definida.
Inclui palmeiras, bambus e outras plantas lenhosas que cumpram a definição (6.º Inventário Florestal Nacional).
 
Biodiversidade: termo geral para designar a riqueza e variedade de formas de vida, constituída pelas espécies e/ou populações de animais, vegetais e microorganismos num determinado nível de observação.
 
Carregadouro: área onde se concentra a madeira rechegada para o posterior transporte por camião.
 
Composição de um povoamento: Em sentido restrito, refere-se à variedade e natureza específica ou cultural dos indivíduos de um povoamento. Distinguir-se-á assim entre povoamentos puros, constituídos por uma só espécie florestal dominante, e povoamentos mistos, nos quais coexistem indivíduos pertencentes a mais do que uma espécie florestal – espécies dominantes e espécies dominadas, presença de bosquetes de outras espécies. Considerar-se-ão povoamentos puros aqueles em que a percentagem de outras espécies não ultrapasse 25 %, embora alguma bibliografia referida 10 %.
 
Corte: conjunto de operações feito com máquina multifunções florestal (harvester) de que fazem parte o abate, a desrama, o descasque (eventual) e a toragem e empilhamento. 
 
DAP (Diâmetro à altura do peito): – Diâmetro do tronco de uma árvore medido sobre casca a 1,30 m do solo (unidades: cm).
 
Densidade do povoamento: Número de árvores existentes num povoamento florestal por unidade de área (unidades: nº árvores/ha). Este indicador, conjuntamente com a lotação e o coberto, permite realizar uma apreciação da ocupação da estação pelo povoamento.
 
Descasque: parte da operação é feita eventualmente (quando solicitado) onde a árvore abatida passa pela cabeça processadora para ser retirada a casca, normalmente é feita simultaneamente a desrama.
 
Desrama: parte da operação onde a árvore abatida passa pela cabeça processadora para serem retirados os ramos e a folhagem. 
 
Espaços Agroflorestais: Terrenos ocupados por uma matriz de uso do solo que se caracteriza pela interpenetrabilidade, física e funcional, entre espaços florestais e agrícolas.
 
Espaços florestais: Os terrenos ocupados com floresta, matos, e pastagens ou outras formações vegetais espontâneas, segundo os critérios definidos no Inventário Florestal Nacional.
 
Estação: Conjunto dos factores inorgânicos do ecossistema.
 
Estrutura do povoamento: Características de ocupação do espaço acima do solo pelas árvores, isto é, a forma de arranjo interno dos povoamentos.
 
Existência: Volume em pé.
 
Exploração florestal: conjunto de operações florestais que se destinam a converter árvores em pé em produtos utilizáveis pelo processo industrial. Inclui o corte, podendo envolver pré-abate, a rechega e o transporte, podendo ainda envolver o carregamento.
 
Exploração ou Unidade de Gestão Florestal/Agroflorestal: Prédio ou conjunto de prédios, contíguos ou não, cujo nível de dispersão espacial não implica o estabelecimento de uma gestão diferenciada, podendo assim ser entendidos como uma unidade territorial, ocupada, total ou parcialmente, por espaços florestais e/ou agroflorestais, pertencentes a um ou mais proprietários e que estão submetidos a uma gestão única.
 
Fases de desenvolvimento: Para o alto fuste distinguem-se as seguintes fases: nascedio, novedio, bastio, fustadio, alto fuste. Para as talhadias é uso distingui-las em – jovens, médias, e velhas.
 
Floresta: Extensão de terreno com área P 5 000 m2 e largura P 20 m, com um grau de coberto P 10 % (definido pela razão entre a área da projecção horizontal das copas e a área total da parcela), onde se verifica a presença de arvoredo florestal que, pelas suas características ou forma de exploração, tenha atingido, ou venha a atingir, porte arbóreo (altura superior a 5 m), independentemente da fase em que se encontre no momento da observação.
 
Folhosas: Árvores florestais pertencentes ao grupo botânico das angiospérmicas dicotiledóneas que se caracterizam, de uma forma geral, por apresentarem flor e folhas planas e largas. Como por exemplo, os carvalhos, os castanheiros, as acácias, os eucaliptos e outras folhosas.
 
Gestão florestal ativa: Administração de explorações florestais e agroflorestais caracterizada pela regular execução de intervenções silvícolas, que interfiram com coberto vegetal presente, tais como arborizações, rearborizações, desbastes, limpezas e cortes de arvoredo.
 
Gestão única: Administração integrada de prédios rústicos pertencentes a um ou mais proprietários, cujos objetivos de produção lenhosa, de aproveitamento de recursos não lenhosos e outros serviços associados, e de gestão da biodiversidade, sejam definidos tendo em consideração a globalidade dos recursos presentes.
 
Grau de coberto: Razão entre a área da projeção horizontal das copas das árvores (média de duas medidas perpendiculares) e a respetiva área de terreno, expresso em percentagem.
 
Improdutivos: Terrenos estéreis do ponto de vista da existência de comunidades vegetais ou com capacidade de crescimento limitada, quer em resultado de limitações naturais, quer em resultado de acções antropogénicas (ex: afloramentos rochosos). Para uma área ser classificada como improdutiva terá que ocupar uma área superior ou igual a 0,5 ha e largura não inferior a 20 metros.
 
Incultos: Terrenos ocupados por matos e pastagens naturais, que ocupam uma área superior ou igual a 0,5 ha e largura não inferior a 20 metros.
 
Linha de água: qualquer rio, ribeiro ou leito definido no qual corre água, de forma contínua ou intermitente. Podem ser a) permanentes, no caso de terem água todo o ano; b) temporárias, no caso de terem água apenas parte do ano; ou c) efémeras, no caso de terem água apenas quando chove.
 
Locais de valor cultural: Benefícios que as pessoas obtêm, directa ou indirectamente, dos ecossistemas, nomeadamente ao nível espiritual, recreativo, estético ou educativo, entre outros. São exemplos de locais de valor cultural, zonas arqueológicas, árvores singulares, áreas com significado histórico ou onde cerimónias tradicionais são realizadas, paisagens de especial beleza, etc.
 
Matos: Extensão de terreno com área P 5 000 m2 e largura P 20 m, com cobertura de espécies lenhosas de porte arbustivo, ou de herbáceas de origem natural, onde não se verifique actividade agrícola ou florestal, que podem resultar de um pousio agrícola, constituir uma pastagem espontânea ou terreno pura e simplesmente abandonado.
 
Modo de tratamento: Refere-se à forma como pelos cortes de realização se faz a colheita dos produtos principais. Podem distinguir-se dois modos de tratamento:
  • regular em que os povoamentos resultam de um corte raso ou de cortes sucessivos, originando povoamentos de uma só idade, ou de idades muito próximas;
  • irregulares ou jardinados os povoamentos que são provenientes de cortes salteados, árvores isoladas ou pequenos bosquetes, de que resultam povoamentos de idades diversas (equiénios ou irregulares).

Ocupação do solo: Identifica a cobertura física do solo.

Ordenamento Florestal: Conjunto de normas que regulam as intervenções nos espaços florestais com vista a garantir, de forma sustentável, o fluxo regular de bens e serviços por eles proporcionados.

Outros terrenos arborizados e Matos: Terrenos com um coberto vegetal de 5 a 10 % de árvores capazes de atingir uma altura de 5 m quando adultas in situ (p. ex. áreas em que a estação não é adequada à espécie instalada e esta nunca atinge 5 m de altura); ou um coberto de mais de 10 % de árvores não suscetíveis de atingir 5 m de altura quando adultas in situ; ou um coberto arbustivo.

Parcela: Parte do talhão que constitui a unidade mínima de planificação e seguimento da gestão, devendo ser o mais homogénea possível, particularmente no que respeita às características do povoamento/formações vegetais e às condições da estação.

Plano de Gestão Florestal: Instrumento de administração de espaços florestais que, de acordo com as orientações definidas no PROF, determina, no espaço e no tempo, as intervenções de natureza cultural e de exploração dos recursos, visando a produção sustentada dos bens e serviços por eles proporcionados e tendo em conta as actividades e os usos dos espaços envolventes.

Plano simplificado de corte e rearborização: Documento constituído por um formulário e por uma peça cartográfica, onde conste a distribuição espacial e temporal das operações (corte e posterior rearborização) a decorrer numa exploração florestal e\ou agroflorestal, identificando-se, na rearborização, as espécies a empregar, composição, compassos e locais de instalação das mesmas.

Ponto de água: Armazenamento de água proveniente de qualquer forma de precipitação atmosférica, de cursos de água ou de alimentação artificial, subdividindo-se em estruturas de armazenamento de água (reservatórios, poços, fontes, tanques de rega), em planos de água (albufeiras de barragem e de açude, canais de rega, charcas, lagos, rios, estuários e outros cursos de água) e em tomadas de água (bocas de incêndio).

Povoamento Florestal: Porção bem demarcada duma mata que possui uma estrutura uniforme e é suficientemente limitada em extensão de modo a poder ser submetida a tratamento independente (Alves, 1988).
Segundo Alves, Pereira e Correia (2012), o povoamento é a unidade elementar da floresta, que se define por um grupo de árvores, parte de uma mata ou floresta, com uma área mínima de 0,5 ha. Porém não havendo uma dimensão máxima para o povoamento, entende-se que por razões de organização espacial e de planeamento das operações da unidade de gestão, é aconselhável não ultrapassar 5 ou 10 ha e largura não inferior a 20m, consoante o tipo de povoamentos.
Smith et al. (1997) in Alves, Pereira e Correia (2012), define povoamento como “um grupo contínuo de árvores suficientemente uniforme em composição de espécies, arranjo de classes de idade, qualidade do sítio e condições para ser uma unidade distinta”. Assim, é uma área ocupada com árvores florestais com uma percentagem de coberto no mínimo de 10%.

Povoamento florestal misto: Povoamento em que, havendo várias espécies, nenhuma atinge os 75% do coberto. Neste caso, considera-se a espécie dominante a que for responsável pela maior parte do coberto (norma do Inventário Florestal Regional e Nacional).

Povoamento florestal puro: Povoamento constituído por uma ou mais espécies de árvores florestais, em que uma delas ocupa mais de 75% do coberto total (norma do Inventário Florestal Regional e Nacional).

Pré-abate: corte das árvores feita com motosserra para possibilitar a desrama, descasque (eventual), toragem e empilhamento a ser feito com máquina multifunções florestal (harvester).

Produção sustentável: Garante a oferta regular e contínua de bens e serviços nas gerações presentes, sem afetar a capacidade das gerações futuras em garantir a oferta desses mesmos bens e serviços.

Proprietários ou outros produtores florestais: Proprietários, usufrutuários, superficiários, arrendatários ou quem, a qualquer título, for possuidor ou detenha a gestão de terrenos que integram os espaços florestais, independentemente da sua natureza jurídica.

Rechega: operação que consiste na recolha e transporte da madeira cortada, desde o local de corte até ao carregadouro, podendo ser aí empilhada ou colocada directamente na unidade de transporte, neste caso chamado carregamento (colocação no camião).

Reconversão Florestal: Intervenção que visa aumentar a produtividade e/ou a qualidade dos produtos florestais, bem como a adaptação dos povoamentos florestais às características edafo-climáticas de cada estação, sendo que este tipo de ação tem como objetivo a substituição parcial ou total dos povoamentos florestais mal adaptados, ou cujo potencial produtivo esteja comprometido prevendo-se, a instalação de novos povoamentos seguindo novos modelos de silvicultura, adaptados às estações florestais, utilizando as mesmas espécies ou outras.

Rede divisional: Conjunto de faixas – aceiros e arrifes – que dividem a exploração em unidades territoriais de planificação, para efeitos de administração. Estas redes podem integrar redes de defesa da floresta contra incêndios.

Rede viária: Conjunto de vias de comunicação. 

Regime cultural: Refere-se á forma como se obtém a regeneração das árvores ou dos povoamentos.

Regime de alto fuste: Quando o povoamento se perpetua, directa ou indirectamente, por via seminal. 

Resinosas: Árvores florestais originadas há mais de 300 milhões de anos, pertencentes ao grupo botânico das gimnospérmicas, caracterizadas por apresentarem folhagem perene e em forma de agulhas ou escamas. Incluem espécies, como as criptomérias, os pinheiros, os abetos, as píceas, as sequóias, as pseudotsugas, os ciprestes, os zimbros e os cedros, entre outras espécies (mais de 630 espécies). 
 
Rotação: Intervalo de tempo que decorre entre a realização de cortes da mesma natureza no mesmo local de uma mata.
 
Secção: Parte da unidade de gestão que tem a mesma função dominante e que está sujeita a um determinado tipo de tratamento. Pode não coincidir exactamente com o limite dos talhões, mas vir a ser constituída por conjuntos de parcelas, independentemente da sua distribuição no espaço e nos talhões.
 
Servidão administrativa: Ónus ou encargo imposto por uma disposição legal sobre uma propriedade e limitadora do exercício do direito da propriedade, por razões de utilidade pública. Resulta imediatamente da Lei e do facto de existir um objecto que a Lei considere como dominante sobre os prédios vizinhos. 
 
Sub-região florestal homogénea: Abordagem funcional da floresta na perspetiva da organização dos espaços florestais, que tem por base informação de cariz biofísico, de uso do solo e socioeconómico do setor florestal e que permite uma delimitação dos espaços florestais em resultado da análise e síntese hierárquica das funções desempenhadas pelos mesmos, com vista à otimização do uso dos recursos florestais. As sub-regiões florestais homogéneas visam concretizar as orientações estratégicas setoriais regionais.
 
Talhadia: Povoamento proveniente de rebentos ou pôlas de origem caulinar ou radicular.
 
Talhão: Divisão elementar da mata para a sua administração. É uma unidade territorial de planeamento e de seguimento da gestão, sendo utilizada como quadro de referência geográfica. Os talhões são identificados através de numeração árabe.
 
Toragem e Empilhamento: parte da operação onde a árvore já desramada e eventualmente descascada é seccionada pela cabeça processadora em toras de tamanho predefinido de maneira a agrupá-las em pequenas pilhas. 
 
Trilhos: Vias temporárias destinadas à passagem exclusiva de tractores e de máquinas florestais.
 
Unidade de exploração: composta por uma ou mais (geralmente apenas uma) unidades de gestão contíguas e agrupadas para efeitos de exploração florestal.
 
Unidade de gestão: parcela de características relativamente homogéneas, gerida como uma unidade.
 
Unidade Operacional de Gestão: É a unidade de macrozonamento da gestão, constituída por um conjunto de parcelas de uma Exploração Florestal\Agroflorestal, com características homogéneas em função de determinados critérios pré-estabelecidos (ocupação do solo, tipo de formação florestal que se pretende fomentar, e o tipo e gestão a implementar).
 
Zonas húmidas: Áreas terrestres onde a vegetação e as condições microclimáticas são produto da presença e influência conjuntas de água permanente ou temporária, lençóis freáticos elevados e solos que apresentam algumas características de encharcamento/ humidade.