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Secretaria Regional da Agricultura e Florestas
Direção Regional dos Recursos Florestais
 



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Metodologias aplicadas no controlo de espécies infestantes

 

Sempre que nos deparamos com situações de presença de infestantes nos povoamentos, devemos proceder ao seu controlo/eliminação.
O método de controlo a utilizar irá depender da espécie infestante, do seu estado de desenvolvimento bem como da sua área de ocupação.
Os métodos de controlo geralmente utilizados são o controlo físico, o controlo químico, o controlo biológico (não é usado em Portugal) e por vezes o fogo controlado. Em muitas situações é utilizada a conjugação de vários métodos de controlo.

 

O controlo físico 

No controlo físico pode ser utilizado o corte, o descasque e o arranque manual da infestante.

  •  Corte 

Este método consiste em cortar o indivíduo o mais junto ao solo quanto possível e pode ser realizado em todas as espécies. 
Tem a vantagem de ser um método simples de aplicar, principalmente em plantas de pequenas dimensões. Pode ser aplicado em árvores de todos os diâmetros. É de execução rápida. Pode ser executado por vários operadores e é amigo do ambiente. 
Tem a desvantagem de ser pouco eficaz nas espécies que regeneram de touça e/ou raiz. É necessário a utilização de equipamentos de proteção individual e as competências técnicas caso se opte pela utilização de equipamentos moto-manuais (motosserras ou motorroçadoras). Normalmente implica sucessivas intervenções de modo a enfraquecer o vigor da planta.
 

  • Descasque 

Este método consiste em fazer uma incisão em anel, contínuo, à volta do tronco, à altura que for mais confortável para o aplicador. A incisão deve cortar a casca e chegar à madeira, mas sem cortar esta última. Deve ser removida toda a casca desde o anel de incisão até à superfície do solo, se possível até à raiz, especialmente para as espécies que rebentem de touça.
Tem a vantagem de ser um método cuja aplicação é pouco perigosa para aplicadores inexperientes. Pode ser executado por vários operadores. Pode ser aplicado em árvores de quase todos os diâmetros. Não exige ferramentas difíceis de operar e é amigo do ambiente.
 Tem a desvantagem de ser um método demorado e oneroso se aplicado em áreas grandes e exige uma aplicação minuciosa. Só pode ser utilizado em espécies de casca lisa/contínua e em determinadas épocas do ano (quando o câmbio estiver ativo). Obriga a duas intervenções para o controlo de uma mesma árvore.
 

  • Arranque manual

Este método consiste em agarrar a planta junto ao colo (separação do caule com a raiz) e puxa-la para cima. O arranque deve ser executado de modo a que não fiquem raízes de maiores dimensões no solo. As plantas podem ser arrancadas com ou sem a utilização de pequenas ferramentas auxiliares.
Este método é adequado para a maioria das espécies herbáceas, bem como para plântulas e indivíduos jovens de espécies lenhosas provenientes de germinação.
Tem a vantagem de ser um método simples de aplicar e seguro para o aplicador. É de elevada seletividade. É eficaz desde que a planta seja totalmente arrancada. Pode ser executado por vários operadores e é amigo do ambiente.
Tem a desvantagem de ser um método demorado e oneroso se aplicado em áreas grandes. Pode provocar más posturas. Em plantas de maiores dimensões e/ou provenientes de rebentos de touça ou raiz o arranque pode ser muito difícil.


 

O controlo químico

No controlo químico pode ser utilizado o Golpe + Injeção, o Corte combinado com aplicação de herbicida e a aplicação direta do herbicida sobre a planta. Nas modalidades com golpe/corte a aplicação de herbicida deve ser feita diretamente no sistema vascular.
Na aplicação de herbicidas, as indicações do rótulo devem ser respeitadas, e nunca aplicar quando houver vento, muito calor e/ou previsão de chuva nas 6 horas a seguir à aplicação.
 

  • Golpe + injeção 

Este método consiste em fazer vários cortes, num ângulo aproximado de 45º, até ao alburno, à altura que for mais confortável para o aplicador. Os cortes devem atravessar a casca e cortar a parte mais externa da madeira, utilizando uma machada. Estes cortes devem ser realizados à mesma altura do tronco de forma a quase se tocarem, deixando cerca de 2-4cm de casca por cortar entre eles. Imediatamente após cada corte injeta-se o herbicida na incisão com um esguicho. Deve-se aplicar lentamente, em cada ferida, cerca de 1ml de herbicida (0,5 a 2ml consoante o tamanho do corte). O herbicida deve ficar dentro da ferida.
Tem a vantagem de ser um método que evita a formação de rebentos de touça e de raiz. Utiliza quantidades reduzidas de herbicida e se for bem aplicado, o herbicida não contata com o exterior.
Tem a desvantagem de ser um método demorado e oneroso se aplicado em áreas grandes. Obriga a duas intervenções para o controlo de uma mesma árvore.
 

  • Corte combinado com aplicação de herbicida

Este método consiste em cortar a planta, tão rente ao solo quanto possível, e pincelar/pulverizar de imediato a touça com o herbicida. O herbicida deve ser aplicado evitando o seu escorrimento para o solo.
Tem a vantagem de ser um método que pode ser aplicado em todas as espécies, desde que estas tenham um diâmetro > 2 cm. Utiliza menos mão-de-obra devido ao facto de ser possível a utilização de equipamentos moto-manuais.
Tem a desvantagem de ser um método de operacionalização muito complexa e eventualmente perigosa. Utiliza mão-de-obra especializada e é obrigatório a utilização de equipamentos de proteção individual específicos e conhecimento técnico avançado, caso se opte pela utilização de equipamentos moto-manuais. Este método está dependente das condições climatéricas, da mobilidade no terreno e de eventuais restrições locais ao uso de herbicidas.

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