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Secretaria Regional da Agricultura e Florestas
Direção Regional dos Recursos Florestais
 



Parque Florestal dos Viveiros das Furnas, São Miguel, Açores.
Reserva florestal Luis Paulo Camacho, ilha das Flores.
Reserva florestal da Macela, ilha de São Jorge.
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Notícias
Governo dos Açores interdita caça ao coelho bravo na zona ocidental da ilha de São Miguel
Data: 16/10/2019 00:00
Local: S. Miguel


Governo dos Açores interdita caça ao coelho bravo na zona ocidental da ilha de São Miguel  

 
A Secretaria Regional da Agricultura e Florestas, através da Direção Regional dos Recursos Florestais, vai proceder a alterações no calendário venatório 2019/2020 relativo à ilha de São Miguel devido ao surgimento de um novo surto da Doença Hemorrágica Viral (DHV) confirmado na parte ocidental da ilha e que está a afetar a população de coelho-bravo.
Com o intuito de minimizar a disseminação da doença para outras zonas com grande abundância de coelho, ficará interdita a caça ao coelho e a libertação de cães de caça para o respetivo exercitamento até 31 de dezembro, bem como a utilização de cães-de-parar ou de cães para cobro nos processos de caça previstos para os patos e para o pombo-das-rochas até 30 de novembro, na zona ocidental da ilha de S. Miguel (zona 3 do mapa em anexo).
A zona interdita abrange toda a área localizada a oeste (poente) de uma linha que tem início na freguesia de Fenais da Luz, na rua Infante D. Henrique, segue pela rua da Cidade (Estrada Municipal 512), passa pelo Arrebentão dos Fenais, segue até à rotunda da Adutora, localizada na freguesia da Fajã de Cima, desce pela rua principal da freguesia da Fajã de Cima, até à via rápida e continua por esta até à rua de João Leite, na freguesia de São Roque.
Ainda esta semana será publicada em Jornal Oficial a portaria que procede à alteração do calendário venatório para a ilha de São Miguel, sendo que a proibição vai durar cerca de dois meses, funcionando como período de quarentena.
Esta decisão foi consensualizada numa reunião do Conselho Cinegético para a ilha de São Miguel, na qual foram apresentados os resultados da monitorização mensal realizada para o coelho-bravo, realizada pelos Serviços Florestais de ilha, bem como concertada a alteração do calendário venatório.
A nova variante da DHV chegou aos Açores em finais de 2014, sendo o vírus transmitido por contacto direto entre coelhos doentes, contacto com material orgânico proveniente de coelhos doentes ou através de vetores vivos e de objetos contaminados, podendo os caçadores e os cães de caça funcionar como um meio de disseminação da doença.
(GaCS)