Plantar o Futuro Uma ação de voluntariado florestal no âmbito do Projeto LIFE IP CLIMAZ
As ilhas atlânticas em geral, e as nossas em concreto, são espaços muito frágeis, vulneráveis às alterações climáticas e aos fenómenos climáticos extremos, resultando daqui impactos ambientais e socioeconómicos de elevada magnitude nos vários domínios das nossas vivências.
Neste âmbito o Projeto LIFE IP CLIMAZ, liderado pela Secretaria Regional do Ambiente e Ação Climática, e do qual a Direção Regional dos Recursos Florestais e do Ordenamento Territorial (DRRFOT) é parceiro ativo, tem vindo a afirmar-se como um instrumento local muito importante de capacitação, de produção de conhecimento e práticas de adaptação e mitigação das alterações climáticas.
Na Ilha Terceira, a intervenção da Direção Regional dos Recursos Florestais e Ordenamento Territorial, através do Serviço Florestal local, prevê a conversão de 10 hectares de áreas de pastagem baldia em áreas de florestas não produtivas, plantadas com espécies da floresta nativa dos Açores; e a reconversão de 18 hectares de áreas de floresta de espécies invasoras para espécies da floresta natural dos Açores.
Sendo certo que estas espécies da floresta natural dos Açores são consideradas excelentes sumidouros de carbono, este é um contributo muito efetivo no sentido de se incrementar as áreas de fixação de CO2 e assim contribuir para mitigar nesta, e nas demais ilhas, o efeito das alterações climáticas.
Imbuídos neste espírito, no dia 21 de março último, Dia Mundial da Árvore e das Florestas, convidámos a população a vir ao ambiente natural destas florestas, na zona do Maúnto, e participar numa ação de voluntariado para a plantação de espécies florestais endémicas, de manhã dirigida à população em geral e à tarde destinada ao movimento escutista.
Apesar das condições climatéricas muito agrestes que se faziam sentir, o vento arrastava-nos sem pedir licença, o frio parecia gelar a alma e a chuva teimava em não deixar qualquer peça de roupa seca, persistentemente, quase ninguém arredou pé e, evocando a resiliência destas florestas…mãos à obra que havia muito que plantar.
E assim foi. Nesta ação organizada conjuntamente com a Quercus, e que teve uma participação massiva dos CTT e dos escoteiros, num total de mais de 300 pessoas, plantou-se, no âmbito daquelas duas ações do Projeto Life IP Climaz, aproximadamente 1500 plantas.
No final da jornada ficou a certeza de que cada planta colocada no terreno representa mais do que um gesto ambiental. É um compromisso coletivo com o futuro da Ilha Terceira e das gerações que a hão de viver.
