Bem-vindos à Direção Regional dos Recursos Florestais e Ordenamento Territorial
(+351) 296 204 600
[email protected]
^

Sob vento e chuva mãos à floresta

Pela sua importância ambiental, económica, social e mesmo cultural e afetiva, todos os dias são, ou devem ser, dedicados às árvores e às florestas, se não sempre para as plantar, porque as agruras climatéricas assim o desaconselham, mas para cuidar delas e potenciar o retorno enorme com que elas nos mimam.

Ainda assim, comemorar e evocar as árvores e as florestas a 21 de março de cada ano, para além do aspeto simbólico do ato, reveste-se sempre, na ilha Terceira, de uma grande envolvência e mobilização social, de miúdos e graúdos.

Há um ano o Serviço Florestal e de Ordenamento do Território da Terceira levou, literalmente, a floresta à cidade, tendo esta montado arraiais, sob um sol esplendoroso, na praça do município, com uma mobilização ímpar.

Este ano propusemos o sentido inverso, e mais natural. Convidámos a população a vir ao ambiente natural das florestas e participar numa ação de voluntariado para a plantação de espécies florestais endémicas, de manhã dirigida à população em geral e à tarde destinada ao movimento escutista. 

Todos percebemos que por estas cotas as condições climatéricas são muito mais agrestes. O vento arrasta-nos sem pedir licença, o frio parecia gelar a alma e a chuva teimava em não deixar qualquer peça de roupa seca. Apesar destas condições que nos convidavam, sensatamente, a voltar a casa, persistentemente quase ninguém arredou pé e evocando o a resiliência das florestas naturais…mãos à obra que havia muito que plantar.

O pensador cubano José Marti dizia que cada pessoa durante sua vida deve plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro. Neste dia, no coração da ilha, no Maúnto, mesmo sob aquelas condições meteorológicas, para cima de 300 pessoas ficaram mais perto de cumprir este propósito, tendo plantado mais de um milhar de árvores.

Esta ação, organizada conjuntamente com a Quercus, e que teve uma participação massiva dos CTT e dos escoteiros, decorreu no âmbito das ações do Projeto Life IP Climaz e que visa, ali, proceder à renaturalização daquele espaço com o objetivo de potenciar um corredor ecológico entre os dois maciços de vegetação natural desta ilha.

No final da jornada, já com o corpo cansado, mas o espírito pleno, ficou a certeza de que a floresta continua a unir pessoas, vontades e futuro.