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São Jorge

Cartas de caçador

Entre 2011/2012 e 2024/2025 existiram 266 cartas de caçador diferentes, válidas na ilha de São Jorge, 241 regionais e 25 nacionais. Este número variou ao longo dos anos, com a caducidade de algumas e atribuição de novas cartas. O número de cartas de caçador válidas nesta ilha aumentou entre 2011/2012 e 2014/2015, de 232 para 242, e a partir desta época tem diminuído progressivamente. Em 2024/2025 registavam-se 187 cartas de caçador válidas na ilha (166 cartas de caçador regional e 21 cartas de caçador nacional), correspondendo a uma diminuição de 22,7%, durante a última década. Em 2021, o número de cartas de caçador válidas correspondia a cerca de 2,9% dos residentes com mais de 15 anos, menos 0,1% do que em 2011.

Variação anual do número de cartas de caçadores (regionais e nacionais) válidas na ilha de São Jorge.

Demografia

As 266 cartas de caçador válidas identificadas entre 2011/2012 e 2024/2025 na ilha de São Jorge, corresponderam a 261 caçadores masculinos e cinco femininos.

Assumindo que cada carta válida corresponde a um caçador vivo, a variação da estrutura etária da população de caçadores tendeu para o envelhecimento. Em 2011/2012, a maioria dos caçadores teria entre 31 e 60 anos e, em 2024/2025, passaram a dominar as classes etárias entre os 41 e os 70 anos.

Variação, por época venatória, da estrutura etária da população de caçadores residentes na ilha de São Jorge (% de cartas de caçador válidas).

A estrutura etária da população de caçadores (cartas de caçador válidas) era, em 2011, distinta da estrutura da população residente total, apresentando uma forte concentração entre os 31 e os 60 anos. Em 2021, esta diferença acentuou-se, tendo-se verificado um deslocamento para classes mais envelhecidas, e uma grande redução nos caçadores com idades compreendidas entre os 16 e os 40 anos, estando as idades dos caçadores mais concentradas entre os 41 e os 70 anos. O envelhecimento observado (10 anos), parece ter ocorrido em paralelo com o envelhecimento da população residente na ilha de São Jorge, sendo agravado pelo baixo recrutamento de novos caçadores.

Estrutura etária da população, com mais de 15 anos, residente na ilha de São Jorge (negro) em 2011 (esquerda) e 2021 (direita) e estrutura etária da população de caçadores (cartas de caçador válidas) aí residente (verde) nas épocas venatórias de 2011/2012 (esquerda) e 2021/2022 (direita).

Recrutamento

O número de inscritos para realização de exame de carta de caçador regional na ilha de São Jorge diminuiu cerca de 68,0%, entre 2006 e 2015. Desde então, ao longo da última década, tem permanecido sempre abaixo da dezena de inscritos por ano.

Variação anual do número de inscritos em exame de carta de caçador regional na ilha de São Jorge.

Nos últimos anos, o número de reprovações nos exames de carta de caçador regional, parece ter sido mais um condicionante ao recrutamento de novos caçadores na ilha de São Jorge.

Variação anual das proporções (%) de aprovações, reprovações e faltas aos exames de carta de caçador regional na ilha de São Jorge.

Espécies

A venda de licenças para a época de 2010/2011 a residentes na ilha de São Jorge, sugere que a grande maioria dos caçadores locais se dedicaria exclusivamente à caça ao coelho-bravo (93,6%), e uma pequena fração dividir-se-ia entre a caça a esta espécie e às aves (6,4%).

Licenças

O número de licenças vendidas para caçar na ilha de São Jorge diminuiu progressivamente ao longo do tempo, tendo passado de 382 em 2011/2012 para uma média de 149,3 a partir de 2019/2020. Até 2015/2016, mais de metade das licenças vendidas em cada época venatória eram adquiridas por caçadores não residentes em São Jorge.

Variação do número caçadores diferentes, residentes (verde) ou não residentes (branco) na ilha de São Jorge, que adquiriu pelo menos uma licença para caçar nesta ilha.

Considerando a venda de licenças de caça, entre 2011/2012 e 2024/2025, a residentes na ilha de São Jorge, observou-se uma redução na proporção de titulares de carta de caçador que adquiriu licença entre 2011/2012 e 2019/2020, seguida de uma recuperação ao longo das últimas cinco épocas.

Proporções (%) de caçadores residentes na ilha de São Jorge, que adquiriram e não adquiriram licença para caçar em cada época.

Em cada época, a grande maioria dos caçadores residentes na ilha de São Jorge, que adquiriu licença de caça, apenas o fez para esta ilha. As situações de aquisição de licenças para caçar em ilhas adicionais (até 3) foram muito esporádicas.

Proporções (%) de caçadores residentes na ilha de São Jorge, que adquiriram uma, duas ou mais de duas licenças para caçar em cada época (para melhor visualização, o eixo das ordenadas começa em 80%).

Ao longo das várias épocas em análise, os caçadores residentes na ilha de São Jorge que adquiriram licenças para caçar noutras ilhas, fizeram-no para todas as ilhas, com exceção de Santa Maria, tendo ocorrido aquisição de licença para caçar na ilha do Pico, todos os anos.

Variação, por época venatória, da proporção (%) de licenças de caça vendidas a residentes na ilha de São Jorge, para caçar em outra ilha.

Entre 2011/2012 e 2015/2016, a maioria das licenças de caça para caçar na ilha de São Jorge, era vendida a caçadores externos à ilha. Estas vendas eram feitas sobretudo a residentes noutras ilhas. De 2016/2017 em diante, a diminuição da aquisição de licenças por residentes noutras ilhas, levou a que os não residentes na RAA passassem a representar uma fração importante (45,6%) das licenças vendidas a caçadores externos.

Variação, por época, da proporção (%) de licenças de caça vendidas para caçar na ilha de São Jorge, a residentes nessa ilha, noutra ilha e a não residentes na RAA.

Ao longo das várias épocas em análise, as licenças de caça para a ilha de São Jorge, vendidas a não residentes nessa ilha, foram sobretudo adquiridas por caçadores não residentes na Região Autónoma dos Açores, e residentes nas ilhas de São Miguel, Terceira, do Pico e do Faial. Estas aquisições mantiveram-se ao longo dos anos, tendo-se observado uma redução da importância relativa das aquisições por caçadores residentes em São Miguel, e um aumento da aquisição por caçadores não residentes na Região Autónoma dos Açores. Foram vendidas licenças para caçar na ilha de São Jorge a caçadores de todas as ilhas, com a exceção da ilha do Corvo.

Variação, por época venatória, da proporção (%) de licenças de caça vendidas não residentes na ilha de São Jorge, para caçar naquela ilha.
Cinegética