Bem-vindos à Direção Regional dos Recursos Florestais e Ordenamento Territorial
(+351) 296 204 600
[email protected]
^

Santa Maria

Cartas de caçador

Entre 2011/2012 e 2024/2025 existiram 171 cartas de caçador diferentes, válidas na ilha de Santa Maria, 132 regionais e 39 nacionais. Este número variou ao longo dos anos, com a caducidade de algumas e atribuição de novas cartas. Nesta ilha observou-se uma variação muito parecida com a verificada na ilha Terceira. Entre 2011/2012 e 2018/2019, o número de cartas de caçador válidas encontrava-se acima de 150, com máximo de 157 em 2014/2015 e 2015/2016. Desde essas épocas, o número de cartas válidas tem vindo a diminuir, tendo passado para 140 em 2024/2025 (114 cartas de caçador regional e 26 cartas de caçador nacional), uma diminuição de 10,8% durante a última década. Em 2021, o número de cartas de caçador válidas correspondia a cerca de 3,2% dos residentes com mais de 15 anos, menos 0,1% do que em 2011.

Variação anual do número de cartas de caçadores (regionais e nacionais) válidas na ilha de Santa Maria.

Demografia

As 171 cartas de caçador válidas identificadas entre 2011/2012 e 2024/2025 na ilha de Santa Maria, corresponderam a 168 caçadores masculinos e três femininos.

Assumindo que cada carta válida corresponde a um caçador vivo, a variação da estrutura etária da população de caçadores tendeu para o envelhecimento. Em 2011/2012, a maioria dos caçadores teria entre 31 e 50 anos e, em 2024/2025, passaram a dominar as classes etárias entre os 41 e os 60 anos.

Variação, por época venatória, da estrutura etária da população de caçadores residentes na ilha de Santa Maria (% de cartas de caçador válidas).

A estrutura etária da população de caçadores (cartas de caçador válidas) era, em 2011, distinta da estrutura da população residente total, apresentando uma forte concentração entre os 31 e os 50 anos. Em 2021, esta diferença acentuou-se, tendo-se verificado uma concentração nas classes entre os 41 e os 60 anos, e uma grande redução nos caçadores com idades compreendidas entre os 16 e os 40 anos. O envelhecimento observado (10 anos), parece ter ocorrido em paralelo com o envelhecimento da população residente na ilha de Santa Maria, sendo agravado pelo baixo recrutamento de novos caçadores.

Estrutura etária da população, com mais de 15 anos, residente na ilha de Santa Maria (negro) em 2011 (esquerda) e 2021 (direita) e estrutura etária da população de caçadores (cartas de caçador válidas) aí residente (verde) nas épocas venatórias de 2011/2012 (esquerda) e 2021/2022 (direita).

Recrutamento

O número de inscritos para realização de exame de carta de caçador regional na ilha de Santa Maria diminuiu cerca de 31,5%, entre 2006 e 2015, e desde então, ao longo da última década, permaneceu sempre abaixo da dezena de inscritos por ano, havendo anos sem qualquer inscrição.

Variação anual do número de inscritos em exame de carta de caçador regional na ilha de Santa Maria.

Ao longo da última década, o número de reprovações nos exames de carta de caçador regional, terá sido mais um condicionante ao recrutamento de novos caçadores na ilha de Santa Maria.

Variação anual das proporções (%) de aprovações, reprovações e faltas aos exames de carta de caçador regional na ilha de Santa Maria.
Espécies

A venda de licenças para a época de 2010/2011 a residentes na ilha de Santa Maria, sugere que a maioria dos caçadores, se dedicaria exclusivamente à caça ao coelho-bravo (71,9%). Uma menor fração dividir-se-ia entre a caça a esta espécie e às aves (27,3%), e apenas um caçador se dedicaria exclusivamente à caça às aves (0,8%).

Licenças

Para a ilha de Santa Maria observou-se uma diminuição na venda de licenças de caça, entre 2011/2012 e 2012/2013, de 205 para 126 licenças, respetivamente. Embora essa redução se tenha observado quer nas licenças vendidas a residentes na ilha, quer a caçadores externos, a redução no segundo grupo foi mais importante, tendo as licenças vendidas a não residentes na ilha de Santa Maria passado de 31,8% para 15,1% do total de licenças vendidas. O número de licenças vendidas para caçar em 2015/2016 foi residual, mas em 2017/2018 recuperou, ainda que para números inferiores aos registados até 2014/2015. Em média, entre 2017/2018 e 2024/2025, foram vendidas 70,3 licenças por época. Até 2024/2025, a proporção de licenças adquiridas por caçadores externos à ilha de Santa Maria não voltou a recuperar.

Variação do número caçadores diferentes, residentes (verde) ou não residentes (branco) na ilha de Santa Maria, que adquiriu pelo menos uma licença para caçar nesta ilha.

Considerando a venda de licenças de caça, entre 2011/2012 e 2024/2025, a residentes na ilha de Santa Maria, observou-se uma redução na proporção de titulares de carta de caçador que adquiriu licença entre 2011/2012 e 2015/2016, de 90,1% para 8,9%. Em 2016/2017, registou-se uma ligeira recuperação, e, desde 2017/2018 tem permanecido quase sempre abaixo dos 50%, a exceção foi a época de 2021/2022.

Proporções (%) de caçadores residentes na ilha de Santa Maria, que adquiriram e não adquiriram licença para caçar em cada época.

Em cada época, a grande maioria dos caçadores residentes na ilha de Santa Maria, que adquiriu licença de caça, apenas o fez para esta ilha. As situações de aquisição de licenças para caçar em ilhas adicionais (até 3), embora uma pequena fração, foi ganhando alguma importância ao longo da última década.

Proporções (%) de caçadores residentes na ilha de Santa Maria, que adquiriram uma, duas ou mais de duas licenças para caçar em cada época (para melhor visualização, o eixo das ordenadas começa em 80%).

Ao longo das várias épocas em análise, os caçadores residentes na ilha de Santa Maria que adquiriram licenças para caçar noutras ilhas, parecem-no ter feito preferencialmente para a vizinha ilha de São Miguel, sobretudo a partir de 2017/2018.

Variação, por época venatória, da proporção (%) de licenças de caça vendidas a residentes na ilha de Santa Maria, para caçar em outra ilha.

Entre 2011/2012 e 2024/2025, a maioria das licenças de caça para caçar na ilha de Santa Maria, foi vendida a residentes nessa ilha. Em 2011/2012, a proporção de caçadores externos à ilha que adquiria licença para aí caçar foi relevante, 31,8%, mas essa importância diminuiu nas épocas seguintes. Desde 2016/2017 tem permanecido abaixo de 6%.

Variação, por época, da proporção (%) de licenças de caça vendidas para caçar na ilha de Santa Maria, a residentes nessa ilha, noutra ilha e a não residentes na RAA.

Ao longo das várias épocas em análise, as licenças de caça para a ilha de Santa Maria, vendidas a não residentes nessa ilha, foram quase na totalidade adquiridas por caçadores residentes na vizinha ilha de São Miguel.

Variação, por época venatória, da proporção (%) de licenças de caça vendidas não residentes na ilha de Santa Maria, para caçar naquela ilha.
Cinegética