Faial
Cartas de caçador
Entre 2011/2012 e 2024/2025 existiram 289 cartas de caçador diferentes, válidas na ilha do Faial, 235 regionais e 54 nacionais. Este número variou ao longo dos anos, com a caducidade de algumas e atribuição de novas cartas. Nesta ilha, o número de cartas de caçador válidas aumentou entre 2011/2012 e 2018/2019, tendo atingido nessa época um máximo de 247 cartas. A partir de 2020/2021, o número de cartas reduziu, tendo atingido as 228 cartas em 2024/2025 (183 cartas de caçador regional e 45 cartas de caçador nacional), uma quebra de cerca de 7,7%. Em 2021, o número de cartas de caçador válidas correspondia a cerca de 1,9% dos residentes com mais de 15 anos, mais 0,2% do que em 2011.

Variação anual do número de cartas de caçadores (regionais e nacionais) válidas na ilha do Faial.
Demografia
As 289 cartas de caçador válidas identificadas entre 2011/2012 e 2024/2025 na ilha do Faial, corresponderam a 285 caçadores masculinos e quatro femininos.
Assumindo que cada carta válida corresponde a um caçador vivo, a variação da estrutura etária da população de caçadores tendeu para o envelhecimento. Ao longo das várias épocas, a classe etária dos 31-40 anos foi perdendo representatividade, enquanto as classes com mais de 50 anos foram engrossando.

A estrutura etária da população de caçadores (cartas de caçador válidas) era, em 2011, distinta da estrutura da população residente total, apresentando uma forte concentração entre os 31 e os 50 anos. Em 2021, esta diferença acentuou-se, tendo-se verificado um deslocamento para classes mais envelhecidas, estando as idades dos caçadores mais concentradas entre os 41 e os 60 anos. O envelhecimento observado (10 anos), parece ter ocorrido em paralelo com o envelhecimento da população residente na ilha do Faial, sendo agravado pelo baixo recrutamento de novos caçadores.

Estrutura etária da população, com mais de 15 anos, residente na ilha do Faial (negro) em 2011 (esquerda) e 2021 (direita) e estrutura etária da população de caçadores (cartas de caçador válidas) aí residente (verde) nas épocas venatórias de 2011/2012 (esquerda) e 2021/2022 (direita).
Recrutamento
O número de inscritos para realização de exame de carta de caçador regional na ilha do Faial diminuiu cerca de 67,7%, entre 2006 e 2015, e desde então tem permanecido quase sempre abaixo da dezena de inscritos por ano.

Variação anual do número de inscritos em exame de carta de caçador regional na ilha do Faial.
Nos últimos anos, o reduzido número de inscritos nos exames de carta de caçador regional, tem sido sobretudo agravado pelo número de candidatos sem aproveitamento.

Espécies
A venda de licenças para a época de 2010/2011 a residentes na ilha do Faial, sugere que uma fração importante dos caçadores locais apenas pretenderia caçar ao coelho-bravo (47,8%), existindo um grupo, também ele importante, de caçadores que se dedicaria à caça ao coelho-bravo e às aves (42,4%). Nesta ilha, e nessa época, houve ainda um conjunto menor, de caçadores que se terá dedicado apenas à caça às aves (9,8%).
Licenças
A ilha do Faial foi a única onde, de uma forma geral, se observou um aumento no número de licenças vendidas para caçar, de 114, em 2011/2012 para 180 em 2024/2025. Este aumento observou-se tanto entre caçadores locais como entre não residentes no Faial, mas em cada época, a maioria das licenças, 92,7%, foi adquirida por caçadores residentes no Faial.

Variação do número caçadores diferentes, residentes (verde) ou não residentes (branco) na ilha do Faial, que adquiriu pelo menos uma licença para caçar nesta ilha.
Considerando a venda de licenças de caça, entre 2011/2012 e 2017/2018, a residentes na ilha do Faial, cerca de 51,2% dos titulares de carta de caçador adquiriu licença nessas épocas, e desde 2018/2019 tem permanecido em torno de 61,7%.

Proporções (%) de caçadores residentes na ilha do Faial, que adquiriram e não adquiriram licença para caçar em cada época.
Em cada época, a grande maioria dos caçadores residentes na ilha do Faial, que adquiriu licença de caça, apenas o fez para a esta ilha. As situações de aquisição de licenças para caçar em ilhas adicionais (até 4) foram perdendo importância ao longo dos anos.

Proporções (%) de caçadores residentes na ilha do Faial, que adquiriram uma, duas ou mais de duas licenças para caçar em cada época (para melhor visualização, o eixo das ordenadas começa em 80%).
Ao longo das várias épocas em análise, os caçadores residentes na ilha do Faial que adquiriram licenças para caçar noutras ilhas, tenderam a fazê-lo com maior frequência para as vizinhas ilhas do Pico e São Jorge. Tendo havido interessados em caçar nestas ilhas em todas as épocas. Esta situação também se verificou no interesse pela caça na ilha das Flores, até 2015/2016, e em São Miguel, entre 2013/2014 e 2021/2022. Não se verificou a compra de licenças para caçar em Santa Maria.

Variação, por época venatória, da proporção (%) de licenças de caça vendidas a residentes na ilha do Faial, para caçar em outra ilha.
O aumento na venda de licenças para caçar na ilha do Faial observou-se tanto entre os caçadores locais, como entre os residentes noutras ilhas, ou não residentes na Região Autónoma dos Açores, sobretudo ao longo das últimas quatro épocas, tendo a sua proporção se tornado mais importante.

Variação, por época, da proporção (%) de licenças de caça vendidas para caçar na ilha do Faial a residentes nessa ilha, noutra ilha e a não residentes na RAA.
Ao longo das várias épocas em análise, as licenças de caça para a ilha do Faial, vendidas a não residentes nessa ilha, foram sobretudo adquiridas por caçadores não residentes na Região Autónoma dos Açores, e residentes nas ilhas de São Miguel, Pico e Terceira.

Variação, por época venatória, da proporção (%) de licenças de caça vendidas não residentes na ilha do Faial, para caçar naquela ilha.
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