São Miguel
Cartas de caçador
Entre 2011/2012 e 2024/2025 existiram 1.414 cartas de caçador diferentes, válidas na ilha de São Miguel, 1.227 regionais e 187 nacionais. Este número variou ao longo dos anos, com a caducidade de algumas e atribuição de novas cartas. O número de cartas de caçador válidas aumentou entre 2011/2012 e 2015/2016, de 1.167 para o valor máximo de 1.238. A partir dessa época, o número de cartas válidas tem vindo a diminuir progressivamente, tendo atingido as 1.177 cartas em 2024/2025 (1.029 cartas de caçador regional e 148 cartas de caçador nacional), uma diminuição de 4,9% durante a última década. Em 2021, o número de cartas de caçador válidas correspondia a cerca de 1,1% dos residentes com mais de 15 anos, não diferindo do observado em 2011.
Demografia
As 1.414 cartas de caçador válidas identificadas entre 2011/2012 e 2024/2025 na ilha de São Miguel, corresponderam a 1.400 caçadores masculinos e 14 femininos.
Assumindo que cada carta válida corresponde a um caçador vivo, a variação da estrutura etária da população de caçadores tendeu para o envelhecimento. Em 2011/2012, a maioria dos caçadores teria entre 31 e 60 anos e, em 2024/2025, passaram a dominar as classes etárias entre os 41 e os 60 anos.
A estrutura etária da população de caçadores (cartas de caçador válidas) era, em 2011, distinta da estrutura da população residente total, apresentando uma forte concentração entre os 31 e os 60 anos. Em 2021, esta diferença acentuou-se, tendo-se verificado uma concentração nas classes entre os 41 e os 60 anos, e uma grande redução nos caçadores com idades compreendidas entre os 16 e os 40 anos. O envelhecimento observado (10 anos), parece ter ocorrido em paralelo com o envelhecimento da população residente na ilha de São Miguel, sendo agravado pelo baixo recrutamento de novos caçadores.
Recrutamento
O número de inscritos para realização de exame de carta de caçador regional na ilha de São Miguel diminuiu cerca de 66,7%, entre 2006 e 2015. Este número continuou a diminuir, nos dois anos seguintes tendo recuperado ligeiramente e se mantido relativamente estável, próximo das três dezenas de inscritos por ano.
Variação anual do número de cartas de caçadores (regionais e nacionais) válidas na ilha de São Miguel.
Variação, por época venatória, da estrutura etária da população de caçadores residentes na ilha de São Miguel (% de cartas de caçador válidas).
Estrutura etária da população, com mais de 15 anos, residente na ilha de São Miguel (negro) em 2011 (esquerda) e 2021 (direita) e estrutura etária da população de caçadores (cartas de caçador válidas) aí residente (verde) nas épocas venatórias de 2011/2012 (esquerda) e 2021/2022 (direita).
Variação anual do número de inscritos em exame de carta de caçador regional na ilha de São Miguel.
Ao longo da última década, o número de reprovações nos exames de carta de caçador regional, terá sido mais um condicionante ao recrutamento de novos caçadores na ilha de São Miguel.
Variação anual das proporções (%) de aprovações, reprovações e faltas aos exames de carta de caçador regional na ilha de São Miguel.
Espécies
A venda de licenças para a época de 2010/2011 a residentes na ilha de São Miguel, sugere que existiriam dois grandes conjuntos de caçadores, aproximadamente com a mesma importância relativa, um de caçadores dedicados exclusivamente à caça ao coelho-bravo (51,4%) e outro que se dividiria entre a caça a esta espécie e às aves (45,0%). A proporção de caçadores que pretendiam caçar exclusivamente às aves era relativamente reduzida (3,6%).
Licenças
Para a ilha de São Miguel, até 2014/2015, em média, eram vendidas cerca de 937,0 licenças em cada época. Este valor diminuiu para uma média de 727,5 licenças nas duas épocas seguintes, mas recuperou entre 2017/2018 e 2024/2025, para 905,1. A proporção de caçadores não residentes em São Miguel ou na Região que adquiriu licenças para caçar nesta ilha foi residual, uma vez que a maioria das licenças, 98,4% foi adquirida por residentes em São Miguel.
Considerando a venda de licenças de caça, entre 2011/2012 e 2024/2025, a residentes na ilha de São Miguel, observou-se uma redução na proporção de titulares de carta de caçador que adquiriu licença entre 2011/2012 e 2015/2016, de 80,0% para 55,0%. Em 2016/2017, registou-se uma recuperação, e, ao longo da última década tem permanecido sempre acima dos 70%, próximo das proporções registadas antes de 2015/2016.
Em cada época, a grande maioria dos caçadores residentes na ilha de São Miguel, que adquiriu licença de caça, apenas o fez para esta ilha. As situações de aquisição de licenças para caçar em ilhas adicionais (até 7), uma fração relativamente importante nas primeiras épocas em análise foram perdendo importância ao longo dos anos.
Ao longo das várias épocas em análise, os caçadores residentes na ilha de São Miguel que adquiriram licenças para caçar noutras ilhas, fizeram-no para todas as ilhas. Contudo, tenderam a fazê-lo com maior frequência para as ilhas de São Jorge, Pico e Terceira. A procura de licenças para caçar na ilha de São Jorge foi diminuindo ao longo dos anos, sendo esta variação acompanhada por um aumento da procura de licenças para caçar na ilha do Pico. Relativamente às ilhas das Flores e de Santa Maria, observou-se uma grande procura nas primeiras épocas em análise, que diminuiu após 2014/2015 na primeira ilha e após 2011/2012 na segunda. Ao longo da última década também se verificou um aumento da procura de licenças para caçar nas ilhas Terceira e do Faial.
Entre 2011/2012 e 2024/2025, a maioria das licenças de caça para caçar na ilha de São Miguel, foi vendida a residentes nessa ilha, tendo a proporção de caçadores externos à ilha, sido sempre responsável pela aquisição de menos de 4% das licenças vendidas, em cada época para caçar em São Miguel.
Ao longo das várias épocas em análise, as licenças de caça para a ilha de São Miguel, vendidas a não residentes nessa ilha, foram sobretudo adquiridas por caçadores não residentes na Região Autónoma dos Açores e residentes nas ilhas Terceira e de Santa Maria. A importância relativa das vendas a não residentes na Região Autónoma dos Açores, e na ilha Terceira parecem ter diminuído ao longo das épocas, enquanto a procura, por residentes na ilha de Santa Maria se parece ter consolidado ao longo das últimas sete épocas. Foram vendidas licenças para caçar na ilha de São Miguel a caçadores de todas as ilhas, com a exceção da ilha do Corvo.
Variação do número caçadores diferentes, residentes (verde) ou não residentes (branco) na ilha de São Miguel, que adquiriu pelo menos uma licença para caçar nesta ilha.
Proporções (%) de caçadores residentes na ilha de São Miguel, que adquiriram e não adquiriram licença para caçar em cada época.
Proporções (%) de caçadores residentes na ilha de São Miguel, que adquiriram uma, duas ou mais de duas licenças para caçar em cada época (para melhor visualização, o eixo das ordenadas começa em 80%).
Variação, por época venatória, da proporção (%) de licenças de caça vendidas a residentes na ilha de São Miguel, para caçar em outra ilha.
Variação, por época, da proporção (%) de licenças de caça vendidas para caçar na ilha de São Miguel, a residentes nessa ilha, noutra ilha e a não residentes na RAA.
Variação, por época venatória, da proporção (%) de licenças de caça vendidas não residentes na ilha de São Miguel, para caçar naquela ilha.
Cinegética
- Centro de Divulgação Cinegética
- Carta de Caçador
- Caçadores
- Calendários Venatórios
- Processos de Caça
- Espécies Cinegéticas
- Monitorização
- Postos Cinegéticos
- Proteção de culturas
- Doença Hemorrágica Viral
- Caça nos Açores – Video
- Associações de Caçadores
- Publicações
- Perguntas Frequentes
- Legislação