Flores
Nos últimos anos, o reduzido número de inscritos nos exames de carta de caçador regional, tem sido agravado pelo aumento de candidatos sem aproveitamento, e pelo número de faltas.
Espécies
A venda de licenças para a época de 2010/2011 a residentes na ilha das Flores, sugere que a grande maioria (93,2%) pretendia, naquela época, caçar ao coelho-bravo, e os restantes se dividiriam entre a caça a esta espécie e às aves (6,8%).
Licenças
A venda de licenças para caçar na ilha das Flores, reduziu entre 2014/2015 e 2015/2016, tendo passado de uma média de 157,5 licenças em cada época, entre 2011/2012 e 2014/2015, para 52,8 entre 2015/2016 e 2024/2025. Nas primeiras quatro épocas, cerca de 32,5% das licenças para caçar nesta ilha foram adquiridas por caçadores externos à ilha ou à Região; a partir de 2015/2016, este grupo de caçadores foi responsável pela aquisição de apenas 7,7% das licenças para caçar nas Flores.

Variação do número caçadores diferentes, residentes (verde) ou não residentes (branco) na ilha das Flores, que adquiriu pelo menos uma licença para caçar nesta ilha.
Considerando a venda de licenças de caça, entre 2011/2012 e 2014/2015, a residentes na ilha das Flores, cerca de 63,0% dos titulares de carta de caçador adquiriu licença nessas épocas. Em 2015/2016 e 2016/2017, essa percentagem baixou para 20,1%, e desde 2017/2018 tem permanecido em torno de 37,2%. Contudo, observaram-se aumentos, nomeadamente em 2020/2021 e 2024/2025, coincidentes com a permissão da caça ao coelho-bravo nessas épocas.

Proporções (%) de caçadores residentes na ilha das Flores, que adquiriram e não adquiriram licença para caçar em cada época.
Em cada época, a grande maioria dos caçadores residentes na ilha das Flores, que adquiriu licença de caça, apenas o fez para a esta ilha, existindo mesmo algumas épocas em que nenhum caçador residente na ilha das Flores adquiriu licença para qualquer outra ilha. As situações de aquisição de licenças para caçar em ilhas adicionais (até 2) foram pouco frequentes, e não parecem ter aumentado com o impedimento da caça ao coelho-bravo naquela ilha.

Proporções (%) de caçadores residentes na ilha das Flores, que adquiriram uma, duas ou mais de duas licenças para caçar em cada época (para melhor visualização, o eixo das ordenadas começa em 80%).
Ao longo das várias épocas em análise, os caçadores residentes na ilha das Flores que adquiriram licenças para caçar noutras ilhas, tenderam a fazê-lo com maior frequência para as ilhas do Faial, Pico, Terceira e São Miguel. Não se tendo verificado a compra de licenças para caçar em Santa Maria.

Variação, por época venatória, da proporção (%) de licenças de caça vendidas a residentes na ilha das Flores, para caçar em outra ilha.
A diminuição na venda de licenças para caçar na ilha das Flores observou-se tanto entre os caçadores locais, como entre os residentes noutras ilhas, ou não residentes na Região Autónoma dos Açores. Contudo, o número de licenças de caça vendidas a este último grupo quase que desapareceu a partir de 2015/2016.

Variação, por época, da proporção (%) de licenças de caça vendidas para caçar na ilha das Flores a residentes nessa ilha, noutra ilha e a não residentes na RAA.
Ao longo das várias épocas em análise, as licenças de caça para a ilha das Flores, vendidas a não residentes nessa ilha, foram sobretudo adquiridas por caçadores residentes nas ilhas de São Miguel, Corvo, Faial e Terceira, bem como a caçadores não residentes na RAA. Não se registou venda de licenças de caça para caçar na ilha das Flores, a residentes na ilha Graciosa.

Variação, por época venatória, da proporção (%) de licenças de caça vendidas não residentes na ilha das Flores, para caçar naquela ilha.
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